sexta-feira, 18 de março de 2011

Exorcismo a Luta contra o Mal!


Queridos irmãos do blog Exorcizamus, trago para vocês uma matéria feita pelo Conexão Reporter em que eles comentaram sobre a questão dos Exorcismos...
Gostei muito do documentário pois mostra os dois lados da história: Ciência e Religião. O Video está dividido em 4 partes, e está hospedado no youtube.
Espero que gostem do video, e deixo o conselho para baixarem ele. Afinal é bem melhor baixar para ter guardado.

Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=bh9SIsOJzNE&feature=player_embedded
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=H5NrTbe5NCc&feature=player_embedded
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=QeNUVzDvTiQ&feature=player_embedded
Parte 4:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0CB9XoyQRME

È isso galera. Eu iria colocar os videos aqui no Blog. Mais resolvi deixar só os links para que o post não fique grande de mais.

Até a próxima... Dominus Vobiscum!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Padres usam Hipnose para curar!

Uma matéria muito interessante pessoal, achei no Sobrenatural.org. Confiram:

A hipnoterapia ou hipnose, técnica natural que possibilita à pessoa solucionar os próprios problemas, vem sendo usada pela Igreja Católica para ajudar a curar depressão, traumas e outros males. Sessões de relaxamento também são outro recurso eficiente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 a depressão será uma das principais causas de incapacidade para o trabalho em todo o mundo, só superada pelas doenças cardíacas. Outro dado da OMS é que de cada 100 pessoas em todo o mundo 15 tiveram ou têm a doença. 

Na paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Santa Cruz, pe. Oscar Clemente, com mestrado em Teologia Bíblica nos Estados Unidos e formação em Parapsicologia, atende uma média de 20 pessoas por semana. Desde que começou a estudar o assunto, em 2008, ele atendeu mais de 200 pessoas com resultados positivos. 

Uma sessão apenas não basta. Pesquisa do psicólogo americano Alfred A. Barrios, PhD, publicada pela American Health Magazine, aponta que a psicanálise tem 38% de casos resolvidos em 600 sessões; a terapia comportamental, 72% de casos resolvidos em 22 sessões; a hipnoterapia tem 93% dos casos resolvidos em seis sessões. 

Padre Oscar durante a sessão na paróquia da Santa Cruz: os casos mais recorrentes são os de estresse, cansaço mental, ocorrências da infância, ansiedade e depressão (Foto: Hamilton Pavam)

No Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o padre Dionísio Correia dos Santos, psicólogo formado pela Unip, já atendeu mais de 6 mil pessoas nos últimos 20 anos, com atendimento no plantão psicológico e na sua clínica. Em Catanduva, o bispo Otacílio Luziano da Silva tem formação em Parapsicologia com o padre Oscar Quevedo, especialista no assunto, e pretende aplicar a técnica na sua diocese. 

O atendimento na Santa Cruz é de segunda-feira a sábado. Padre Oscar terminou um curso de Hipnoterapia Ericksoniana, em Águas de São Pedro, ministrado em inglês por especialistas: Paul Adler, Jairo Mancilha, Berndt Stern, Robert Dilts e Fábio Puentes. A técnica foi criada pelo psiquiatra americano Milton Erickson, assim resumida: “um processo em que ajudamos as pessoas a utilizar suas próprias associações, memórias e potencial de vida para alcançar seus próprios objetivos terapêuticos.”

Como é a sessão 

Na hipnoterapia, a sessão começa com um papo descontraído (se for homem, a conversa cai naturalmente no futebol) e passa-se ao relaxamento. Em seguida, aplica-se o tapping (pancadinhas leves e ritmadas) nos joelhos do paciente, nos antebraços e nos dois lados da cabeça. 

Acompanhando o ritmo, a pessoa é hipnotizada, mas não perde a consciência. O padre vai então dirigindo a conversa para o rumo do trauma ou problema que precisa ser resolvido. Ele sempre pede para a pessoa dimensionar o tamanho do problema usando as mãos que vão se abrindo até onde der. No fim, ele repete o pedido, e as mãos quase se juntam. Sinal que o problema ou trauma está sendo reduzido. 

Na última quinta-feira, o bancário Pedro Lucas Cajuela, 28 anos, de Mirassol, passou por uma sessão com padre Oscar. Veio para falar da sua necessidade de foco na profissão: ele quer ser advogado, mas ainda não se encaminhou para tal, talvez por opiniões de familiares.
 
Pedro Lucas, de Mirassol: depois da primeira consulta, ele está dormindo uma hora a mais (Foto: Hamilton Pavam)

Mas durante o relaxamento e a hipnose, padre Oscar levou-o até um problema que o aflige desde os 15 anos: insônia. Com o tapping, o padre foi induzindo Pedro até uma idade em que ele passou a não dormir. 

“Vi a cena direitinho. A casa estava em reforma, e eu dormia no sofá da sala. O sono ficou tumultuado porque estava tudo fora de lugar na casa e eu custava a dormir. De manhãzinha, quando eu não aguentava mais e ia cochilar, os pedreiros chegavam e começava a barulheira. Revi tudo aquilo, o sofá no meio da sala, os pedreiros à minha esquerda,” contou Pedro, que nem foi ao padre Oscar para falar da dificuldade de dormir. 

Desde aquela época, ele dorme só das 5 às 8 da manhã, mas nunca associou a insônia ao período da reforma da casa. Com tão poucas horas de descanso, ele vai trabalhar com a cabeça pesada de sono e muita informação simultânea no cérebro. “Fico pensando nas coisas de ontem para resolvê-las no dia seguinte. Fico sobrecarregado de informação. Aí não durmo, mesmo.” No dia seguinte, a reportagem ligou para Pedro: ele tinha dormido uma hora a mais. 

Padre Quevedo inspirou bispo de Catanduva 

Para o bispo de Catanduva, dom Otacílio Luziano da Silva, a Parapsicologia (que engloba a hipnoterapia) é um recurso valioso para evangelizar. Ele tem formação com o padre Oscar Quevedo, no CLAP (Centro Latino Americano de Parapsicologia), em São Paulo, e já ajudou mais de 400 pessoas antes de ser ordenado bispo. 

Padre Quevedo criou o CLAP para atender casos e estudar fenômenos paranormais, e sobretudo para desmistificar casos que o povo cria, principalmente as camadas mais incultas da sociedade. Quevedo é um religioso crítico, sempre chamado em situações muito evidentes na mídia para uma palavra final sobre o assunto. E ele sempre dá opinião sincera e definitiva. Sua posição é que: “desde que bem-formado, o padre pode usar terapias como a hipnose. Caso contrário, é charlatanismo.” 

Seu aluno Otacílio está agora mais focado na missão da Diocese de Catanduva, sobrando pouco tempo para outros trabalhos, mas pretende implantar lá esse atendimento no futuro. Ele explica que a Parapsicologia é o estudo de fenômenos aparentemente inexplicáveis, porém com a possibilidade de ser resultados das faculdades humanas. “Na consulta, já vejo a possibilidade de a pessoa ser tratada pela hipnose. Caso contrário, encaminho para um médico especialista,” diz dom Otacílio. 

Seus primeiros contatos com a Parapsicologia se deram em 1989, num curso de fim de semana ministrado pelo padre Quevedo, em Londrina. “Percebi que a Parapsicologia pode ser uma ferramenta importante para a evangelização e esclarecimento de muitos fatos que, erroneamente, são atribuídos a seres ou forças do além. E devido à falta de conhecimento sobre o assunto, muitas pessoas vivem doentes, praticam uma fé falsa, correm atrás de falsos milagres, são enganadas por pessoas mal intencionadas que utilizam a religião e a Palavra de Deus para se beneficiar da boa fé do povo.” 

As pessoas são ajudadas através do esclarecimento sobre fenômenos parapsicológicos, sua origem e efeitos no ser humano. Exemplos de alguns fenômenos: previsão do futuro, fantasmas, casas mal-assombradas, feitiçaria, possessões causadas por espíritos do além, imagens que vertem lágrimas, sangue, mel, etc. “Muitas pessoas, depois de serem bem orientadas, têm sensação de libertação de muitas superstições. Por isso conseguem viver uma fé mais real e verdadeira, deixando de lado a fé do medo e da opressão, as crendices e idolatrias.”



domingo, 13 de março de 2011

Eu, Bispo Exorcista - D. Andrêa Gemma (Trechos do Livro)

D. Andréa Gemma: "A ação diabólica é mais nefasta do que se possa pensar”

Ai pessoal segue abaixo uma matéria que achei interessante. Sobre um livro escrito por um bispo.

"Em recente livro, o bispo de Isernia-Venafro, na Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado."

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro. As palavras de São Mateus, “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações: 1) a ação do demônio não só não diminuiu, mas multiplicou-se; 2) o demônio é consciente de que dispõe de pouco tempo; 3) Nosso Senhor Jesus Cristo deu à Igreja enorme poder contra Satanás; 4) para não ser derrotado, o demônio faz tudo para agir no silêncio; 5) chegou o momento de desmascarar a ação insidiosa de Lúcifer e enfrentá-lo de viseira erguida, com as armas de que a Igreja dispõe. (* – pp. 11-12). 

1. Por que não se fala da necessidade de exorcismo?

Voltando à sua diocese, a 170 km de Roma, D. Andrea decidiu pôr em prática o mandato divino “expulsai os demônios” (Mc 16,17). Porque, explica ele, para o bispo, exorcizar “não é uma escolha, é obrigação” (p. 21). E cita o exorcista oficial de Roma, Pe. Gabriele Amorth: “Um bispo que não estabelece pelo menos um exorcista na sua diocese não está isento de pecado mortal por grave omissão” (p. 24).  

O resultado foi surpreendente. O poder do inferno se lhe revelou em todo o seu horror e em toda a sua extensão. “Quantas vezes — escreve ele —, nos meus colóquios cotidianos, freqüentemente difíceis, com os doentes de todo tipo, esta verdade se punha diante de mim: ‘Por que não nos falaram antes destas coisas? 

Por que não nos alertaram com uma adequada instrução? Por que não nos preservaram a nós, grei de Cristo, da devastação dos lobos famintos?” (p. 113). 
“Se todos os bispos fossem como você, estaríamos completamente vencidos, e imediatamente” (p. 12), gritou-lhe um demônio por meio de uma mulher possessa, acrescentando em uma outra ocasião: “[mas] vocês são poucos” (p. 62).  

2. Poder da promessa de Nossa Senhora em Fátima


Em 1992, o prelado publicou a pastoral As portas do inferno não prevalecerão. Nela, alertava: “A ação infestante e obscura de Satanás [...] está, acreditai-me, mais difundida e é mais nefasta do que se possa pensar” (p. 15). Na pastoral, D. Andrea convocou a diocese para “uma luta sem quartel, concertada e eficaz contra o mal e as suas artes” (p. 16). O bispo promoveu orações públicas que congregavam multidões vindas de muito longe. O Maligno se externava visivelmente, e aqueles que sofriam alguma ação diabólica eram levados à sacristia para serem objeto de exorcismos específicos. 

O bispo não imaginava que sua pastoral daria a volta ao mundo, sendo traduzida em várias línguas. Cartas, imprensa, pessoas de toda Itália e até do exterior, apelando ao seu socorro porque sentiam alguma ação diabólica ou estavam possessas, lhe mostraram que muitos fiéis estavam esperando algo do gênero. 

Nos exorcismos, D. Andrea pôde constatar o enorme poder de Nossa Senhora e da Igreja sobre as potências do abismo: “Se quero ver o demônio realmente furioso, basta jogar-lhe água benta, pronunciando esta minha doce certeza: ‘por fim, o Coração materno de Maria triunfará’. ‘Sim!!!’, me responde, sempre rangendo os dentes. Mas algumas vezes acrescenta um desafio: ‘neste meio tempo, quantos levaremos conosco’...” (p. 63).  
D. Andrea interrogou várias vezes os demônios possuidores:
— “Vós, que vexais as vossas vítimas, tirais algum proveito ou alívio disso?
— Não, pelo contrário, nós sofremos um maior agravamento das nossas penas.
— E, então, por que o fazeis?
— Por ódio, por ódio, por ódio” (p. 61).
  
3. A Igreja em crise não usa as suas armas

  
O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões: “Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...] verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’? Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).


Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato: “Sempre lamentei que na reforma da Missa se tenha tirado aquela oração a São Miguel [Exorcismo Breve], que Leão XIII, não sem inspiração do alto, quis que fosse recitada no fim de cada celebração. Muitas vezes o demônio, pela voz dos possessos, fez saber que gostou muitíssimo dessa abolição! [...] O que é que sugeriu e sugere evitar-se o mais possível, nos textos litúrgicos, a menção a Satanás, às suas nefastas intervenções, às conseqüências da sua ação destrutiva? Quem possa, que me responda. E com argumentos válidos, por favor. [...] Hoje a obra assassina do demônio é mais evidente do que nunca [...]. Então, não somente não era o caso de expurgar as fórmulas deprecatórias e imprecatórias, mas sim de multiplicá-las e reforçá-las. Porém, infelizmente não foi assim” (p. 27). 

4. O ambiente laicizado hodierno: vitória do demônio

D. Andrea reparou que os históricos dos que padecem malefícios e o dos possessos eram muito parecidos. É imensa, diz ele, a quantidade de ocasiões que o contexto atual oferece às serpentes infernais para se apossarem das suas vítimas. 

“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”. Esta verdade indiscutida levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais. A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas. Há cultos satânicos explícitos. Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll. 

Como é que a humanidade gerou esse ambiente enganosamente neutro e materialista, porém tão útil para os espíritos das trevas? 

5. A Revolução gera ambiente propício à ação diabólica

D. Andrea dá uma elucidativa explicação histórica. Ela se aproxima muito da denúncia do processo revolucionário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira formula na sua obra magistral Revolução e Contra-Revolução. Não descartamos que o culto bispo italiano tenha tirado dela alguma inspiração: “A laicização da nossa sociedade é o fruto de um longo e complexo processo que durou cerca de cinco séculos, e que se desenvolveu em três etapas fundamentais, três revoluções no campo cultural e social, mas com lances também cruentos, que levaram à gradual transformação do mundo antigo, tradicional, para dar na sociedade atual, pós-moderna e secularizada”.

D. Andrea descreve essas sucessivas revoluções: primeiro a revolução protestante, que causou um grande desgarramento da sociedade cristã medieval; segundo o Iluminismo e a Revolução Francesa; terceiro a Revolução comunista marxista. Por fim, acrescenta, uma quarta etapa ou Revolução: a do movimento estudantil dos anos 60, que contestou a família, generalizou o uso da droga, propugnou a libertação dos vínculos morais, e sobretudo revoltou-se contra toda autoridade. Esse processo gerou uma sociedade e uma cultura que tendencialmente seduzem os homens para a idéia de que Deus e a religião são coisas absurdas (pp. 113ss). 

Há os que se deixam levar por essa influência, ensina D. Andrea. Mas há também os que reagem de um modo exasperado e caem no exagero oposto: as novas e enganosas formas de religiosidade. Todas são fáceis presas de Lúcifer. 

6. Armas para derrotar os demônios




Estatutária medieval: Nossa Senhora defende o monge Teófilo (séc VI) de ação diabolica D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos. E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16). Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).

E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.  

Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).

 
  


quarta-feira, 9 de março de 2011

Summa Daemoniaca Download


Saudações caros amigos do Exorcizamus. Como tinha muito tempo sem postar nada, irei presentear vocês com um dos melhores livros de Exorcismo da atualidade, quer dizer, é mais que um simples livro. È um verdadeiro tratado de Demonologia... Abaixo mais Informações:

"Este é o mais completo tratado de demonologia atualmente existente na Igreja Católica. Foi escrito no século XXI, pensando na formação dos seminaristas e universitários. Construída a partir da ótica da Igreja, aborda questões referentes ao demónio, ao inferno, à possessão demoníaca, ao exorcismo e a temas referentes aos poderes das trevas.
Depois de doze anos de trabalho e entrevistas com centenas de exorcistas de todo o mundo, alcançou-se o trabalho mais sério e profundo sobre a demonologia e a parte tenebrosa da criação. Aborda a questão de uma forma séria e científica, apresentando todos os elementos referentes ao tema." (blog Batalha dos Santos)

Até a Próxima! Dominus Vobiscum!

Como o Demônio se Comporta

Olá amigos do Exorcizamus.... Quanto tempo não postava algo. Peço desculpas a todos os leitores, é porque faltou tempo.
Antes da postagem quero fazer uma pergunta: Como enfrentar um inimigo sem conhecê-lo?  Complicado não é! 
Então vamos a uma matéria que explica como o demônio se comporta.

"Duma forma geral, podemos dizer que o demônio faz tudo para não ser descoberto, mostra-se muito lacônico e procura todos os meios para desencorajar o paciente e o exorcista. Para melhor clarificação podemos classificar este comportamento em quatro fases: antes de ser descoberto, durante os exorcismos, na proximidade da saída e depois da libertação. Assinalamos igualmente que nunca se encontram dois casos iguais. O comportamento do Maligno é o mais variado e imprevisível. Só farei referência a certos aspectos de comportamento mais freqüentes.

1 – Antes de ser descoberto.
 
O demônio provoca distúrbios físicos e psíquicos: a pessoa envolvida procura tratar-se com médicos, mas nenhum suspeita da verdadeira origem do seu mal. Os médicos, em certos casos, começam um longo tratamento, testando diversos medicamentos, que resultam sempre ineficazes; por isso é vulgar que o paciente mude várias vezes de médico, acusando-os a todos de não entenderem a sua doença. 

O tratamento dos males psíquicos é o mais difícil; muitas vezes os especialistas não notam nada (como também acontece com as doenças físicas), e a vítima passa por um “obcecado” aos olhos dos familiares. Uma das cruzes mais pesadas destes “doentes” reside no fato de não serem nem compreendidos, nem acreditados. 

Quase sempre acontece que, estas pessoas, depois de terem batido às portas da medicina oficial, em vão, mais tarde ou mais cedo acabam por se dirigir a curandeiros, ou ainda pior a adivinhos, bruxos, quiromantes, ou feiticeiros. E assim ainda pioram os seus males. 

Normalmente, quando alguém recorre a um exorcista (aconselhado por um amigo, raramente por sugestão de um padre) geralmente já fez o percurso pelos médicos que o deixaram numa desconfiança total e, na maioria dos casos, já foi aos bruxos ou similares. A falta de fé ou pelo menos o fato de não ser praticante, juntamente com a imensa e injustificável carência eclesiástica neste domínio, permitem compreender este tipo de comportamento. A maior parte das vezes é um verdadeiro acaso encontrar alguém que fale da existência de exorcistas. 

Não esquecer que o demônio, mesmo nos casos de possessão total (em que é ele que falta e age servindo-se dos membros da sua infeliz vítima) não age continuamente, mas intercala a sua ação (designada em linguagem corrente sob a designação de “momentos de crise”), com fases de sossego mais ou menos longas. 

Excetuando os casos mais graves, a pessoa pode prosseguir os seus estudos ou o seu trabalho de forma aparentemente normal, sendo ele o único na realidade a saber o preço desses esforços.  

2 – Durante os exorcismos
 
Em principio, o demônio faz tudo para não ser descoberto ou pelo menos para dissimular a amplitude da possessão, embora não o consiga sempre. Por vezes é obrigado a manifestar-se desde a primeira oração por causa da força dos exorcismos.

Lembro-me de um jovem que, quando recebeu a primeira bênção, apenas me inspirou uma ligeira desconfiança, então pensei “É um caso fácil: uma ou talvez duas bênçãos será o suficiente para resolver o problema”. Na segunda vez, enfureceu-se a partir daí já não voltei a começar o exorcismo sem ter comigo quatro homens robustos, para o segurar.

Noutros casos é preciso esperar a hora de Deus. Recordo-me duma pessoa que tinha procurado vários exorcistas (incluindo a mim próprio) sem que alguém lhe tivesse encontrado alguma coisa de especial. Até que um dia o demônio manifestou-se aos exorcismos como habitualmente, com a freqüência necessária para libertar os possessos.

Em certos casos logo desde a primeira ou a segunda bênção o demônio revela por vezes toda a sua força que varia de pessoa para pessoa; outras vezes esta manifestação é progressiva; há pessoas que apresentam em cada sessão problemas novos. Dá a impressão de que todo o mal que está neles deve aparecer pouco a pouco para poder ser eliminado.

O demônio reage de forma muito diferente às orações e às ordens. Muitas vezes esforça-se por se mostrar indiferente mas, na realidade, ele sofre e o seu sofrimento vai aumentando até que se chegue à libertação. Alguns possessos ficam imóveis e silenciosos não reagindo às provocações senão com os olhos.

Outros lutam: convém então segurá-los para impedir os cativos de fazerem mal; outros lamentam-se, sobretudo quando se lhes aplica a estola sobre os locais dolorosos, como indica o Ritual, ou ainda quando se faz um sinal da cruz ou quando se asperge com água benta. Raros são os que se mostram com fúrias, mas esses devem ser segurados com firmeza pelos assistentes do exorcista, ou pelas pessoas da família.

No que se refere a falar, os demônios geralmente mostram-se muito reticentes. O Ritual determina justamente que não se façam perguntas por pura curiosidade, mas que se pergunte só aquilo que pode ser útil à libertação.

A primeira coisa é o nome: para o demônio, tão pouco dado a manifestar-se, o fato de revelar o seu nome constitui uma derrota; quando diz o nome, mostra-se sempre relutante em repeti-lo nos exorcismos posteriores. Ordena-se em seguida ao Maligno que diga quantos demônios habitam no corpo de paciente. Esse número pode ser elevado ou reduzido, mas há sempre um chefe que usa o primeiro dos nomes indicados.

Quando o demônio tem um nome bíblico ou dado pela tradição (por exemplo: satanás, ou belzebu, lúcifer, zabulão, meridiano, asmodeu…) trata-se de caça grossa, mais dura para vencer. Mas a dificuldade em grande parte reside na força com que o demônio tomou posse duma pessoa. Quando são vários demônios, o chefe é sempre o último a sair.

A força da possessão resulta também da reação do demônio aos nomes sagrados. Regra geral o maligno não pronuncia nem pode pronunciar estes nomes: Substitui-os por outras expressões como “Ele” para designar Deus ou Jesus, ou “Ela” para designar a Santíssima Virgem. Pode também dizer: “O teu chefe” ou “a tua patroa” para falar de Jesus ou de Nossa Senhora.

Por outro lado, quando a possessão é excessivamente forte o demônio é de um coro elevado (recordemos que os demônios conservam o coro que ocupavam enquanto anjos como os Tronos, os Principados, as Dominações…), então pode acontecer que pronuncie os nomes de Deus e de Santa Virgem, mas acompanhados de horríveis blasfêmias.

Muitas pessoas pensam, não se sabe porquê, que os demônios são linguareiros e que, se uma pessoa vai assistir a um exorcismo, o demônio vá enumerar todos os seus pecados em público. Não há nada mais falso, os demônios falam com precaução e quando se apresentam faladores, dizem coisas estúpidas a fim de distrair o exorcismo e de escapar ás suas perguntas. Podem acontecer exceções.

O Pe. Cândido, um dia convidou para assistir a um dos seus exorcismos um sacerdote que se gabava de não acreditar nisso. Este aceitou o convite, e quando lá estava adotou uma atitude quase de desprezo ficando com os braços cruzados, sem rezar (ao contrário do que devem fazer os presentes) e com um sorriso irônico nos lábios. A certa altura o demônio dirigiu-se a ele: “Tu dizes que não acreditas em mim. Mas acreditas nas mulheres, nelas acreditas, ah sim, nelas acreditas e de que maneira!”. O desgraçado recuou devagarzinho em direção à porta e escapou-se a toda a pressa.

Outra vez o demônio fez a descrição dos pecados para desencorajar o exorcista. O Pe. Cândido ia benzer um belo jovem que tinha nele uma besta mais forte do que ele. O demônio tentou desencorajar o exorcista nestes termos: “Não vês que está a perder o teu tempo com este? Ele é daqueles que nunca rezam, é um dos que freqüentam…, é um dos que fazem…”, seguindo duma longa série de vergonhosos pecados. No fim do exorcismo, o Pe. Cândido delicadamente tentou convencer o jovem a fazer uma confissão geral. Mas ele não queria saber de nada disso. Quase que foi preciso empurrá-lo à força para um confessionário; e lá apressou-se a dizer que não tinha nada de que tivesse de se acusar.

“Mas não fizeste tal coisa em tal ocasião?” insistiu o Pe. Cândido. E o jovem estupefato teve de reconhecer a sua falta. “E por acaso não fizeste aquilo?” e o desgraçado cada vez mais confuso, teve de reconhecer um após outro, todos os pecados que o Pe. Cândido lhe recordava, valendo-se das declarações do demônio. Depois, finalmente, recebeu a absolvição. E o jovem foi-se embora confuso: “Já não percebo nada! Estes padres sabem tudo!”.

Entretanto o Ritual sugere que se pergunte também há quanto tempo o demônio se encontra naquele corpo, por que razão, etc… Falaremos oportunamente acerca do comportamento que convém adotar em caso de bruxaria, questões que é preciso colocar e a maneira de agir.

Por agora sublinharemos que o demônio é o príncipe da mentira. Pode perfeitamente acusar tal ou tal pessoa a fim de suscitar suspeitas e inimizades. As respostas do demônio devem ser sempre passadas ao crivo cuidadosamente.

Contentar-me-ei em dizer que o interrogatório do demônio geralmente tem uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes por uma importância reduzida. Aconteceu muitas vezes pro exemplo que o demônio, ao sentir-se muito enfraquecido, respondia a perguntas relativas à data da sua saída e depois de fato não saía naquela data.

Um exorcista experimentando como o Pe. Cândido, que se apercebia imediatamente que tipo de demônio estava a enfrentar e adivinhava a maior parte das vezes até o seu nome, fazia muito poucas perguntas. Outras vezes quando perguntava o nome, o demônio respondia: “Tu já sabes”. E era verdade.

Em geral os demônios falam espontaneamente nos casos de possessões fortes, para tentar desencorajar ou amedrontar o exorcista. Eu próprio ouvi por diversas ocasiões frases do tipo: “Não podes nada contra mim!”; “Aqui é a minha casa!”; “Estou aqui bem e fico aqui!”; “Só estás a perder o teu tempo!”. Ou então ameaças: “Vou devorar-te o coração!”; “Esta noite o medo há de te impedir de fechares os olhos”; “Vou-me introduzir na tua cama como uma serpente”; “Hei de te fazer cair da cama abaixo”.

Porém, perante certas respostas, pelo contrário, fica silencioso. Quando eu lhe digo por exemplo: “Estou envolvido no manto da Virgem; o que é que tu podes fazer?”; “O Arcanjo Gabriel é o meu santo patrono; tenta lutar contra ele”; “o meu Anjo de guarda cuida para que nada me aconteça; não podes fazer nada”, etc…

Encontra-se sempre um ponto particularmente fraco. Alguns demônios não resistem à cruz feita com a estola sobre as partes doloridas; outras não resistem quando se sopra sobre a face do paciente, e outros ainda opõem-se com todas as suas forças à aspersão de água benta.

Existem também frases, nas orações de exorcismo ou noutras orações que o exorcista pode rezar às quais o demônio reage violentamente ou perdendo a força. Então basta insistir na repetição destas frases, como preconiza o Ritual.

O exorcismo pode ser longo ou breve: é o exorcista quem decide em função de diversos fatores. A presença do médico é útil por vezes, não só para estabelecer o diagnóstico inicial, mas também para dar a sua opinião quanto à duração do exorcismo. Sobretudo quando o possesso não goza de boa saúde (se é cardíaco, por exemplo) ou quando o exorcista não se está a sentir bem: o médico então pode aconselhar que se termine. Em geral é o exorcista que se apercebe quando é inútil continuar.
 
3 – Na proximidade da saída
 
É um momento difícil e delicado que pode durar muito tempo. O demônio por um lado faz parecer que já perdeu uma parte das suas forças, mas por outro lado tenta jogar as últimas cartadas. Muitas vezes tem-se a seguinte impressão: enquanto no caso de doenças vulgares, o doente vê melhorar o seu estado progressivamente até á cura completa, no caso de um possesso, produz-se o contrário, isto é, a pessoa em questão vê o seu estado sempre a piorar e no momento em que ela já não pode mais, fica curada. Nem sempre as coisas se passam assim, mas é o que acontece com mais freqüência.

Para o demônio, deixar uma pessoa e voltar para o inferno, onde quase sempre fica condenado a permanecer, significa morrer eternamente e perder toda a possibilidade de se mostrar ativo, incomodando as pessoas. Ele exprime este desespero em expressões que são repetidas muitas vezes durante os exorcismos: “Eu morro, eu morro” – “Não posso mais” – “Já chega vocês matam-me” – “corja de assassinos, de carrascos; todos os padres são assassinos”, e frases assim.

O conteúdo muda completamente em relação aos primeiros exorcismos. Se antes dizia: “Tu não podes fazer nada contra mim” agora diz: “Tu matas-me, venceste-me”. Se antes dizia que nunca se iria embora porque estava lá bem, agora afirma que se sente horrivelmente mal e que deseja ir-se embora. É claro que cada exorcismo para o demônio, equivale a ser chicoteado: “sofre” muitíssimo, mas inflige igualmente muita dor e cansaço à pessoa em que se encontra: Chega a confessar que durante os exorcismos está pior que no inferno.

Um dia, enquanto o Pe. Cândido exorcizava um indivíduo já à beira da libertação, o demônio declarou abertamente: “Julgas que eu me ia embora se não estivesse pior aqui?”. Os exorcismos tornaram-se-lhe verdadeiramente insuportáveis.

Um outro fator que é preciso ter em conta, se se quer ajudar as pessoas que estão em via de libertação, é que o demônio se esforça por lhes comunicar o seus próprios sentimentos: ele não pode mais e procura transmitir um sensação de esgotamento intolerável; ele está desesperado e tenta transmitir o seu próprio desespero ao possesso; sente que está perdido, que já lhe resta pouco tempo para viver, que não está mais em condição de raciocinar corretamente e transmite ao paciente a impressão de que tudo acabou, que a sua vida chegou ao seu termo, e este cada vez mais se convence de que vai enlouquecer.

Quantas vezes as pobres vítimas, afligidas, não declaram ao exorcistas: “Diga-me francamente se eu estou louco!”. Para o possesso os exorcismos também são cada vez mais cansativos e, por vezes, se não vêm acompanhados ou forçados, faltam ao encontro.

Tive mesmo casos de pessoas próximas ou bastante próximas da libertação, que desistiram totalmente de se deixar fazer exorcizar. Da mesma forma que muitas vezes é preciso ajudar estes “doentes” a rezar, a ir à Igreja e a freqüentar os sacramentos, porque eles não conseguem sozinhos, também é conveniente incitá-los a submeter-se aos exorcismos e, sobretudo no momento da fase final, encorajá-los continuamente.

O cansaço físico e um certo sentimento de desmoralização devidos à lentidão dos acontecimentos aumentam sem dúvida estes problemas e dão a impressão de que o mal se tornou incurável. O demônio por vezes causa males físicos, mas sobretudo psíquicos, que é preciso tratar por via médica, mesmo após a cura. Contudo as curas completas, sem seqüelas, são possíveis. 

4 – Após a libertação
 
É fundamental que a pessoa liberta não afrouxe o seu ritmo de oração, nem a freqüência aos sacramentos e mantenha uma vida cristã empenhada. Uma bênção, de tempos a tempos, não será supérfula. Porque acontece com bastante freqüência que o demônio ataque, isto é, que tente voltar. Não precisa que ninguém lhe abra a porta. Contudo, mais do que a convalescença poderíamos falar duma fase de consolidação, indispensável para assegurar a libertação.

Tive alguns casos de recaída: nos casos em que não houve negligência da parte do individuo, em que ele tinha continuado a manter um ritmo de vida espiritual intensa, a segunda libertação foi relativamente fácil. Pelo contrário, a partir do momento em que a recaída foi favorecida pelo abandono da oração ou pior ainda, por se ter deixado cair num estado de pecado habitual, então a situação só piorou, tal como conta o Evangelho segundo Mateus (12,43-45): o demônio volta acompanhado de sete espíritos piores do que ele.

O leitor não deixou de ter oportunidade de ficar com a noção de que o demônio faz tudo para dissimular a sua presença. Já o dissemos e repetimos. Esta observação ajuda, (mas não o suficiente certamente) a distinguir a possessão de certas formas de doenças psíquicas em que o doente faz tudo para chamar a atenção. O comportamento do demônio é exatamente ao contrário.

Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial da Diocese de Roma. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...