domingo, 17 de julho de 2011

Por que há demônios esculpidos nas catedrais de Notre Dame e Sevilha?


Não apenas as catedrais de Notre Dame de Paris e de Sevilha têm demônios esculpidos na fachada. Todas as catedrais medievais os trazem. E não só na fachada, mas também no interior, esculpidos, pintados ou nos vitrais. E não apenas as catedrais : as igrejas dos Séculos XI ao XIV os representam em múltiplas formas e aspectos. Era um hábito muito salutar dos construtores das igrejas de então. Por que?


Naquele tempo os livros eram raros. A Santa Igreja utilizava seus edifícios sagrados para instruir os fiéis a respeito das verdades da Fé. Assim, as fachadas são cheias de cenas bíblicas, de símbolos históricos, de personagens de legenda. Nelas se vêm fatos quotidianos referentes à vida profissional, à vida de família, religiosa ou guerreira - a Igreja com isso ensinava os comportamentos virtuosos e condenava os maus hábitos. Vêm-se os eleitos entrando na glória eterna e os condenados sendo lançados no fogo eterno, bem como alegorias evocando virtudes e vícios. Entre as evocações dos vícios estão os demônios.

Na igreja que freqüento em Paris - Saint Julien le Pauvre - vê-se, no interior, um demônio no alto da ogiva, exatamente sobre o altar do celebrante. Como um gato, pronto a dar um bote, com cara de esperto e aliciador, o demônio encara o público. É o demônio da distração. Aqueles que não assistem à Santa Missa atentamente põem-se ao alcance de seu bote. E é incrível : quando nos distraímos durante a celebração e o olhar perdido vagueia pela igreja, os olhos caem invariavelmente sobre ele. Não há então quem não se corrija, voltando a atenção à celebração. Sabedoria da Igreja. Em Notre Dame os demônios mais famosos são em forma de gárgulas ; isto é ; terminais das canaletas que lançam na rua a água de chuva, escorrida dos telhados. São medonhos. Neste momento a França se encontra sob fortes chuvas.

A Bretanha foi inundada, os rios transbordam. Outro dia, mostrava a catedral a amigos brasileiros e chovia. Do lado de fora esses demônios despejavam água sobre as calçadas, espirrando em todos, impedindo-nos assim de contemplar os belos detalhes das fachadas laterais. Se não fossem esses demônios, as canaletas levariam as águas até os esgotos, e nós tranqüilamente terminaríamos a visita. O demônio só atrapalha. Fizemos um ato de detestação a ele : é o que a Igreja deseja. Seu objetivo, colocando ali aquelas figuras monstruosas estava alcançado : escapar de satanás e de suas tentações. Mais uma vez, sabedoria da Igreja.

O clero do tempo da catedrais tinha bem presente uma verdade hoje esquecida: a maior esperteza do demônio consiste em fazer crer que ele não existe. Recentemente ouvi um sermão dizendo que, se o Inferno existe, deve estar vazio. Veja como o sentimentalismo mole daqueles que não quererem se compenetrar de que esta vida é um combate, conduz a clamorosos erros contra a Fé. Isso se dá até mesmo com personagens que deveriam ensinar a verdade inteira. E esses demônios são hediondos. Nada têm dos demoninhos engraçadinhos, do tipo Brasinha, que se vêm com frequencia por aí, fazendo gracinhas. Os tempos de fé não mascaravam a hediondez dos infernos.

Traduzido por Nelson Barreto

Fonte: 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pe. Pio Imagens Raras Video



Imagens raras de Pe. Pio. È como se fosse um filme de um dia na da vida dele no mosteiro.
Esse homem sofreu grandes investidas do inimigo, mais seu amor a Deus, foi tão grande a ponto de compartilhar em sim, o sofrimento de Jesus! Recebeu os Estigmas!

Postei o video a pedido da minha grande amiga, Sara!

Dominus Vobiscum!

domingo, 10 de julho de 2011

Vocação (Meus escritos)


Nada preenche o vazio de um homem que em vão trabalha.
Do que adianta tanta riqueza, fama, prazer, se te faltar o essencial?
Do que adianta ter tudo e não ter nada?
Como encontrar o caminho? Quem é o caminho? Onde está o caminho?
O caminho é o Logos de Deus,  a verdade, a justiça. O Caminho é Cristo!
A alma sem Cristo é como um poço que não tem fim. Como um oceano que vai secando aos poucos até sumir.

Nós fomos criados imaculadamente por Deus! E manchados impiedosamente pelo nosso orgulho e soberba! Por ter dado atenção ao pai da mentira! Pelo querer ser MAIS que Deus.
O preço da desobediência?
Não somos mais imortais, temos que viver do próprio suor, e sentimos dor, e a única certeza que temos realmente na vida. A morte! È um preço pequeno comparado ao que fizemos. Ferimos o coração de Deus que tinha preparado tudo bonito e sublime para nós.

Existe esperança para o homem? Sim! Cristo!

Ser Cristão não é só um nome, que designa uma pessoa pertencente ao cristianismo. Ou alguém que simplesmente participa de uma Igreja.
Ser Cristão é participar, se torna membro do Corpo de Cristo pelo compromisso do Batismo.
È preciso honrar esse nome. Por que é um compromisso. Ser cristão é também uma vocação.

Vocação!? Mais o que será isso? A prova viva do poder de Deus e seu eterno amor e ligação com os homens. O maior sinal que dá aquele que o segue. Ele o chama. Um dom inexplicável e misterioso, como um Pastor que chama suas ovelhas pelo nome, e elas reconhecem o seu dono.
No decorrer de todos esses anos Cristo em chamando pessoas para a sua messe. Para ser côo-herdeiros, administradores de seu reino na terra. Para tornar presente a sua presença na terra e fazer com que sua mensagem não seja esquecida.

O Padre não é um homem comum! È um homem chamado por Deus e instituido por ele. Um padre é aquele que representa Cristo em terra, aquele que age em Persona Christi!
O homem do Batismo que batiza crianças e adulltos introduzindo-os no corpo de Cristo. O homem que em nome de Cristo nos fornece o alimento da vida. Por obra de Cristo em toda missa aconteçe um milagre. Aquele que celebra o matrimonio e ajuda-nos até mesmo na passagem para a vida Eterna no momento da morte. Aquele que perdoa nossos pecados In nominee Christi!
A maior lição que tiramos do sacerdócio! ?
TUDO È FEITO POR INTERVENÇAO DIVINA.
O padre entrega toda sua vida, para dar a vida as outros. Renuncia tudo, para ganhar muito mais. Escolhe não ter nada, para ter tudo.
Ser padre é uma honra concedida a poucos.

Autor: Clériston Júnior

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Demônio Existe! Afirma o Bispo

Dom Eugênio de Araújo Sales
Bispo Emérito do Rio de Janeiro

Que diz a Igreja sobre a sua existência? A julgar pela atitude da mídia e de certas correntes filosóficas e teológicas contemporâneas, "também o diabo está (ou parece) morto". Contudo, não é esta a posição do Papa Paulo VI ou João Paulo II, do Catecismo da Igreja Católica. Se não, vejamos

O último pedido do Pai Nosso "Mas livrai-nos do mal" faz parte da oração sacerdotal de Jesus (Jo 17,15): "Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno". O Catecismo da Igreja Católica (nº2850) diz que o "nós" do Pai Nosso lembra a solidariedade para o bem e para o mal existentes entre os filhos do mesmo Pai.

O Papa Paulo VI, na audiência pública de 15 de novembro de 1972, esclarece sobre sinais da presença da ação diabólica. Embora às vezes pareçam tornar-se evidentes, é necessário ter muito cuidado no discernimento. Acrescenta ele: "Podemos admitir a sua ação sinistra onde a negação de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebelde; onde o espírito do Evangelho é falsificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra etc".

A afirmação da existência de espíritos decaídos, demônios, Satanás só tem sentido em um contexto mais amplo. A presença de anjos e demônios jamais será aceita à margem da fé cristã. A oposição a essa crença tradicional da Igreja surge, com certo tipo da História da Religião, dentro de um ambiente racionalista e iluminista. A argumentação daí resultante é alimentada pelas doutrinas propagadas por povos vizinhos aos judeus. Os relatos do Antigo Testamento, segundo eles, não trazem uma revelação, mas simplesmente reproduzem mitos das culturas pagãs. Nessa linha de pensamento, o conhecido exegeta protestante, Rudolf Bultmann em sua obra "Kerygma e Mythos", sentencia: "Já não é possível usar luz elétrica e rádio (...) e ao mesmo tempo acreditar no mundo de espíritos e milagres do Novo Testamento". Interessante observar que são exatamente teólogos e pensadores protestantes de renome, como Karl Barth, que tem outra posição "por causa da tradição bíblica e por causa do seu valor na piedade do povo cristão", o tema dos anjos não pode ser preterido pela teologia. Contudo, isso não impede que alguns teólogos católicos continuem numa profunda reticência, temerosos talvez, de serem taxados de "tradicionalistas" caso tratem, dentro da nossa crença, o tema de anjos e demônios.

Ao falar em Satanás é importante evitar dois erros: o de absolutizar o maligno, como se fosse uma terrível ameaça, em cada momento, a cada pessoa mesmo reta, verdadeira, humilde e fiel. O demônio pode influenciar através das faculdades mentais, e das tendências da natureza. Ele, contudo, não tem poder sobre o íntimo da pessoa, pois sua liberdade, sua consciência pertencem diretamente a Deus. Uma pessoa generosa, que procura guardar a retidão e pureza de seu modo de agir, e mesmo a criança que reza com amor e confiança é mais forte do que Satanás. De outro lado, há o erro do racionalismo, supondo não existir aquilo que não podemos ver e experimentar com nossos sentidos. Nesse caso está o Demônio.

O Novo Testamento fala freqüentemente no Diabo ou Satanás e em demônios. E mostra seu lugar na história da salvação, tanto no evento central da vida de Jesus Cristo, como na Igreja. O anjo decaído não pode ver Deus em Jesus; só pode constatar com pavor e horror que este "profeta", superior a todos os outros, é o perigo definitivo para as aspirações do inferno. Jesus é apresentado como Aquele que venceu Satanás. O maligno derrotado consegue ainda atrapalhar e seduzir. O Novo Testamento não manifesta interesse especulativo algum em descrever dramaticamente o universo dos demônios, como o faziam certos livros apócrifos. Não existe uma "demonologia". O Novo Testamento tem, entretanto, um forte interesse em demonstrar que Satanás e seus espíritos subalternos se apresentam no mundo como adversários da salvação, de Jesus e de seus fiéis. Seu nome é "Diabo e Satanás" (Mt 4,1), "inimigo e tentador", "Maligno" (Mt 13,19; Ef 6,16), "príncipe do mundo" (Jo 12,31), "acusador" (Ap 12,10), "dragão", "serpente" (Ap 12), "chefe dos demônios" (Mc 3,22) e assim por diante.

Jesus não é um exorcista, mas o iniciador do Reino do Pai e do seu poder. Ele é a imagem de Deus. A luta contra Satanás e a vitória definitiva sobre ele, é parte constitutiva deste anúncio. Cristo, ele mesmo interpreta sua presença assim: "O príncipe deste mundo está sendo jogado fora" (Jo 12,31). É claro que nesses acontecimentos existem também elementos de doença.

O Magistério da Igreja procurou sempre manter um equilíbrio entre tendências de absolutizar o Maligno e, hoje, de considerá-lo insignificante. O Concílio Vaticano II não tratou o assunto de modo explícito; somente citou-o de passagem dizendo que em Cristo "Deus nos reconciliou consigo e entre nós, arrancando-nos da servidão do diabo e do pecado" ("Gaudium et Spes" 22.3; 2.2); e o maligno continua nos tentando ("Lumen Gentium" 16; 48,4; "Ad Gentes" 9).

Importa observar que os demônios não são apenas um poder anônimo, impessoal. Mas são espíritos criados, pessoas. Por isso, e só por isso, o Concílio pode dizer deles: "Segundo sua natureza, criados por Deus como bons, mas por si próprios se tornaram maus". Na doutrina sobre o demônio, a Igreja sublinha de um lado a infinita bondade de Deus Criador. E, de outro lado, mostra a grandeza da liberdade da criatura que sendo imagem de Deus, é exatamente por esse motivo, submetida a provas e tentações. É insistente a palavra de Jesus a todos nós: "Vigiai, porque não conheceis nem o dia nem a hora" (Mt 25,13; 13,35. 37).

Em conclusão, devem se erradicar dois comportamentos errôneos: o que faz do diabo um mito e aquele outro que o vê em toda parte.














Pe. Dermin: se fé da Igreja enfraquece, exorcismo perde eficácia

"Ateneo Pontificio Regina Apostolorum"

Começa um curso sobre exorcismo no "Regina Apostolorum" de Roma

ROMA, terça-feira, 29 de março de 2011 (ZENIT.org) - O Pe. François Dermin, presidente nacional do Grupo de Pesquisa e Informação Religiosa (GRIS, na sigla em italiano), prior do convento de São Domingos de Bolonha e professor de teologia moral, italiano com origens canadenses, é um dos professores do curso de exorcismo que será realizado esta semana no Ateneu Pontifício 'Regina Apostolorum', em Roma.

ZENIT: Hoje se conhece mais sobre o demônio do que se conhecia, por exemplo, na Idade Média?

Pe. François Dermin: Do ponto de vista teológico, não se sabe mais do que se sabia na época. Grandes doutores da Igreja, como São Tomás, São Boaventura e Santo Agostinho, e tantos outros santos, falaram do demônio de maneira profunda, também especulativa, filosófica e teológica.

No entanto, podemos saber mais sobre algumas doenças que no passado eram consideradas manifestações da ação diabólica, mas que são apenas doenças. Por exemplo, no passado, a epilepsia era relacionada a uma forma de possessão diabólica, quando, na verdade, é uma doença a ser curada.

ZENIT: O que distingue um caso de possessão, infestação ou manifestação diabólica de uma doença?
Pe. François Dermin: Esta é, a meu ver, uma das principais dificuldades do exorcista, pois ele deve discernir e esta é a parte central do ministério exorcístico. Porque algumas pessoas acreditam estar à mercê de uma ação do demônio, não necessariamente possuídas, mas perseguidas, humilhadas, obcecadas ou coisas assim.

Portanto, temos de perceber se são pessoas que sofrem alucinações ou algo do tipo. Nestes casos, é preciso falar com elas e, quando necessário, deve-se recorrer a médicos e psiquiatras. Por exemplo, quando eu era exorcista em minha diocese, minha equipe incluía dois padres e dois psiquiatras, a quem acudíamos em caso de dúvidas.

O discernimento nem é sempre imediato. Conversando com as pessoas ou sobre elas, você percebe se há algumas reações - não necessariamente espetacular, como no caso de possessão -, mas reações particulares, como uma sucessão de calor e frio, desmaios ou se a pessoa começa a arrotar ou fazer algo assim. O discernimento é feito também com a oração. Devemos recordar que o exorcismo é uma obra sobrenatural e que o personagem principal é Deus.

ZENIT: Jesus realizou exorcismos.Pe. François Dermin: João Paulo II dizia que um dos principais ministérios de Jesus era o exorcismo. Não foi por acaso que ele realizou tantos, embora na Bíblia e nos Evangelhos nem sempre seja clara a distinção entre cura e libertação.

O exorcismo é frequentemente associado, quase exclusivamente, à possessão, mas muitas vezes o exorcista tem de lidar com pessoas que são vítimas de outras formas de perseguição diabólica: infestações de casas onde se ouvem barulhos, móveis que se mexem ou se quebram etc.

Há também casos de possessão em que as pessoas ouvem vozes dentro de si. Isso geralmente acontece quando se pratica o espiritismo. É claro que você tem que verificar se não são casos de esquizofrenia.

A libertação também ocorre através de uma jornada espiritual. A pessoa tem que mudar a sua vida, frequentar os sacramentos etc.

ZENIT: Um exorcismo é suficiente ou é um processo?

Pe. François Dermin: Aqui, estamos tocando um tema muito delicado. Tenho ouvido testemunhos de exorcistas de quarenta ou cinquenta anos atrás, que mostram que um só exorcismo era suficiente para libertar uma pessoa. Hoje pode durar meses e, às vezes, anos. E nós temos que refletir sobre por que isso acontece.

Alguns podem pensar que isso se deve a uma sociedade que se afastou de Deus, de certa forma, que apostatou.

Aqui, no entanto, dou uma opinião absolutamente pessoal: o exorcista não faz uma oração pessoal, mas ora em nome da Igreja. E se a fé se enfraquece no interior da Igreja, não excluo a possibilidade de que isso contribua para a redução da eficácia do exorcismo.

ZENIT: Qual é a relação entre as fórmulas do exorcismo e a fé?

Pe. François Dermin: As fórmulas sem a fé não valem nada. Mas não é somente a fé do exorcista, e sim a fé da Igreja. Aqui, quando eu digo "Igreja", quero dizer a Igreja institucional que sempre acreditou e ensinou a realidade sobre o demônio e a possibilidade concreta de perseguição por parte dele. Falo, no entanto, dos homens de Igreja. Nem todos os padres - e até bispos - acreditam nessas coisas. Eu entendo que esta é uma questão muito delicada.

ZENIT: Não a Igreja gloriosa, mas a militante?

Pe. François Dermin: A Igreja aqui na terra pode ser tentada também com o secularismo. É o racionalismo. Existe o risco de enfraquecer a fé sobre a existência do demônio.

ZENIT: O sacerdote que exerce o ministério do exorcismo tem de adquirir experiência?

Pe. François Dermin: Nunca se termina de aprender e a experiência enriquece sempre, é fundamental. O problema hoje é que os exorcistas se tornam exorcistas sem um professor para ensiná-los. Pela minha parte, eu tive pouca experiência prática e, em certo sentido, tive de lidar com isso, cometendo inclusive alguns erros. A experiência é adquirida gradualmente. O ideal seria ter professores neste campo.

Nem sempre encontramos uma explicação para tudo; no entanto, devemos acreditar que Deus está presente, que age, que estamos do lado do vencedor e que o demônio quer incomodar o homem, afastá-lo de Deus ou até mesmo destruí-lo. E que Deus dá à Igreja os meios para combater vitoriosamente o demônio. 

Fonte:

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A parapsicologia acaba com os milagres?

Por sugestão faz que alguém se ache “endemoninhado”. Por sugestão cunde o contágio. E ele fica feliz... de sua senvergonhice

Não, a parapsicologia acaba com os truques, sejam estes conscientes (provocados; fraudes) ou inconscientes (espontâneos, naturais). Bem diferente é o fenômeno do milagre, manifestação única e exclusiva de Deus, e que não encontra explicação na ciência.

Vejamos: a parapsicologia pode explicar o fato de uma pessoa levitar (até alguns metros), mas não encontra base para explicar a Ascensão de Jesus aos céus (Mc 16,19-20). A parapsicologia pode explicar como a auto-sugestão, por exemplo, contribui para o processo de cura de um doente; mas não pode explicar como Jesus, de uma vez só, e à distância, curou dez leprosos. (Lc17,11-18)

O Milagre de Lanciano (Itália) ; a dança do sol em Fátima (Portugal) vista por mais de 70.000 pessoas, e muitos outros fenômenos milagrosos continuam inexplicáveis cientificamente. A Igreja sempre foi rigorosa no processo de reconhecer um ato como milagre, como intervenção direta de Deus na ordem natural. Um exemplo neste sentido são as curas de Lourdes, até hoje livres e abertas para quem quer que deseje estudá-las. Da mesma forma, a cautela da Igreja sempre se manifestou, ao rejeitar fatos meramente supersticiosos.

Acreditamos que a Parapsicologia, e outras ciências, continuam sendo recursos válidos para se estudar estes fenômenos, ainda mais na época atual, onde são tantos os charlatões e o ímpeto pelo fantasioso parece dominar.

Por que levantamos esta questão ? Tivemos dois públicos por alvo: primeiro, aquele grupo de pessoas vulnerável a atos fantasiosos, como já referido; e compondo o segundo grupo, as pessoas cépticas, que pensam que a ciência explica tudo, que Deus "está morto" , e que os milagres, a fé, tudo acabou.

Deus continua o Senhor da História, e quer que seus filhos saibam sempre do seu amor. Ele não os quer desorientados, como quem está perdido em alto-mar, sem mesmo possuir uma bússula. É por isto que Deus se revelou aos homens através de Seu Filho, Jesus Cristo, e quando da sua partida, permaneceu o Espírito Santo, guiando a Igreja, a embarcação de Pedro, única nau segura neste mundo de tantas opções, até extremas: desde o ateísmo até o politeísmo.

Mas ainda no que toca à Parapsicologia, lembramos aqui das palavras do Padre e Doutor ABÍLIO CARDOSO, Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima em PARIS:

Em relação à fé tentou-se, através do testemunho, purificar um pouco a atitude religiosa, despindo-a de alguns fanatismos e alertando para a responsabilidade de cada um na resposta ao projeto libertador de Jesus Cristo exarado no Evangelho. Mais ainda, afirmou-se que respeitar os mortos é rezar por eles, fazendo comunhão na oração, e não dizer que eles aparecem. E o milagre? Sim, Deus põe de fato a sua marca em certos acontecimentos, mas há por aí muito "milagrinho" que nunca o foi e que sempre a Igreja rejeitou.

Fonte do Texto: 
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