quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Acompanhando casos reais de possessão nos dias de hoje


Apesar de andar por esse meio em que se fala das possessões e pesquisar muito sobre elas, os verdadeiros casos não são fáceis de se encontrar. 
A Igreja Católica Apostólica Romana é muito prudente ao tratar os verdadeiros casos. E são raros aqueles em que realmente o diabo possuiu o corpo de alguém; e ainda bem que os são.
Se Deus permitisse que os demônios possuíssem as pessoas em larga escala, o que seria do gênero humano. Padre Paul Robert De Grandis em seu livro Caminhando na luz, pg 185 cita que em todos os anos de sacerdócio encontrou apenas dois casos de real possessão diabólica.

No Brasil não é grande o número de exorcistas. Em 24 de outubro de 2005, o Bispo de Santo Andre Dom Nelson Westrupp nomeou o Padre Vanderlei Nunes (que na época tinha 34 anos) como exorcista oficial da Diocese e único do grande ABC, em São Paulo. A licença foi concedida ao Padre conforme disposição do Código de Direito Canônico Cânon 1172 ¶ 2:
"Essa licença (a de exorcista) seja concedida pelo Ordinário Local (o Bispo), somente a presbítero que se distinga pela piedade,ciência, prudência e integridade de vida."

O Padre Vanderlei Nunes é conhecido do grande público. As missas com oração por cura e libertação celebradas por ele são famosas por pararem o grande ABC. Ele é da RCC - Renovação Carismática Católica. 
Casos como o do Padre Vanderlei não são comuns no alto meio eclesiástico. Na grande Arquidiocese de São Paulo não se sabe quem é e se o Arcebispo Dom Odilo Pedro Scherer nomeou algum sacerdote para exercer o ministério de exorcista. Apesar de termos um nome já conhecido também do povo que é o Padre Mario Hisatugo, japonês que exerce o ministério de libertação na Igreja de São Gonçalo, atrás da Catedral da Sé, no Centro de São Paulo.

Certa vez, um Padre muito amigo meu deparou-se com um caso de possessão diabólica. E o demônio ao se manifestar disse:
- Você não pode me expulsar!
E o padre disse:
-Porque?
Ao passo que o demônio respondeu: 
- Porque você não é da Congregação.
Então, sem saber o que fazer, o padre enviou essa pessoa possuída aos cuidados do Padre Mario Hisatugo. E este respondeu de volta:
- Sabe aquele menino que você enviou aqui com o demônio pra eu expulsar?
E meu amigo padre respondeu:
- Sim.
E o Padre Mario respondeu:
- Eu o expulsei.
Esse episódio deixou claro que o Padre Mario pertence a Congregação. E quando o demônio se refere a Congregação, quer dizer a Congregação dos exorcistas, aquela que o Padre Gabriele Amorth é presidente honorário em Roma e que foi seu fundador.

Há alguns meses estava conversando aqui em São Paulo um sacerdote que possui o ministério de oração por cura e libertação e o exerce com muita autoridade. E lhe perguntei:
- Padre, o senhor pegou algum caso de possessão diabólica recentemente?
E ele me responder contando o testemunho abaixo e que me deixou perplexo:

“Estava na capela orando com Jesus Eucarístico. Era mais uma tarde de quarta-feira após a Santa Missa em que milhares de pessoas tinham acabado de se encontrar com Jesus no Santo Sacrifício. O Senhor havia agido mais uma vez com força e poder durante a missa. E uma mãe se aproximou com seu filho, um adolescente e me pediu:
- Padre, o senhor pode rezar pelo meu filho? Ele está com depressão e está tomando remédios fortes.
- Claro – respondi – rezo sim!
E pedi que ela aguardasse enquanto eu ia rezar pelo seu filho. Quando estávamos na capela sozinhos, fui surpreendido com o pedido do menino que dizia:
- Padre, eu queria pedir pro senhor não rezar por mim não. Eu estou doente e tomando muitos remédios. E de vez em quando eu não me lembro do que acontece, simplesmente desligo e não sei o que fiz. Não reza não!
-Fiquei sem entender muita coisa e sem pensar muito lhe disse:
-Mas porque não vou rezar por você? Claro que vou rezar. Eu prometi a sua mãe que rezaria.
E o jovem mais uma vez me pediu, dessa vez como se fosse uma oração de súplica:
-Padre, por favor, não reza não!
- Mas... - Fiquei um instante sem entender aquele estranho pedido. Nunca ninguém havia me pedido pra não rezar. Após alguns instantes eu disse:
-Vamos fazer o seguinte: eu prometi a sua mãe que rezaria por você. Vou rezar somente um São Miguel por você e pronto, pode ser?
Coloquei a mão sobre a cabeça dele e comecei:
- São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate...
E quando eu mal comecei a oração, ele caiu pra frente e continuou em pé. Sua língua ficou enorme e caiu de sua boca mais ou menos na altura do estômago. Os olhos subiram e ficaram brancos. E rapidamente eu pude entender o que tinha acontecido. Uma voz começou a falar em aramaico e eu pude reconhecer que era essa língua devido conhecê-la um pouco pela minha formação. E uma voz estridente bradou:
- Eu vou possuir essa Igreja inteira! – gritou.
E rapidamente pus as duas mãos sobre a cabeça dele; e foi pior. Começou a gritar tanto que toda a vizinhança deve ter ouvido a quilômetros de distância. Havia próximo a capela duas ministras da comunhão e eu rapidamente fiz sinal para que elas entrassem e viessem me ajudar. E elas vieram rápido e começaram a segurar o rapaz e orar comigo. De repente, ele inclinou-se para frente e vomitou uma gosma que caiu no chão e se materializou diante dos nossos olhos numa placa de computador.

Perguntei:
- Quem é você?
E ele disse um nome que era difícil de traduzir e que não me recordo agora. E me ameaçou mais uma vez:
- Eu vou possui essa igreja inteira! Você não pode me expulsar!
Abri, então, o sacrário e peguei nosso Senhor Sacramentado. Coloquei diante do garoto. Eu não tive dúvidas, ele estava possuído[1]. E com Jesus Eucarístico diante de mim e ele, então começou mais gritaria ainda, dessa vez de pavor. Disse-lhe que ali estava Jesus, o Senhor. E começamos uma verdadeira batalha. Não consegui tirar o menino do surto[2], então pedi às ministras que começassem a rezar o rosário com menino a fim de que Nossa Senhora nos ajudasse a tirá-lo daquele estado. E assim foi por algumas horas até que o menino voltou a si. E meio desnorteado me perguntou:
- Padre. O que foi que aconteceu? O que eu falei pro senhor?
- Nada meu filho. Você não falou nada.
- Padre, eu falei pro senhor não rezar por mim não falei? Eu avisei o senhor. O que eu fiz? O que eu falei pro senhor?
E eu perguntei ainda atônito:
- Mas me diz uma coisa: como você ficou assim? E os remédios, você está tomando os remédios?
- Não sei como fiquei assim padre. Eu estou tomando os remédios, mas não sei como fiquei assim.
E indiquei que ele procurasse um padre exorcista a quem conheço e que tem larga fama de santidade. Porém, ele não ficou curado lá. Os desígnios de Deus ninguém conhece. E um belo dia, durante a santa missa com oração de cura e libertação, ao entrar na Igreja lá estava àquele jovem no primeiro banco. Confesso que ao vê-lo ali fiquei apreensivo. Pensei em toda a luta que tivemos naquele dia. Mas confiei no Senhor e segui a celebração. E assim que iniciamos a missa, ele caiu no chão e lá ficou até o fim da missa quando dei a benção com o Santíssimo Sacramento. E ele se levantou como se nada tivesse acontecido. Confessou-se e está participando da Igreja normalmente. Não teve mais surtos como aquele que te testemunhei.”
 
[1] Possuído – possessão demoníaca. Segundo o exorcista espanhol Pe. José Antonio Fortea a possessão é o fenômeno pelo qual um espírito do mal reside em um corpo e em determinados momentos pode falar e se mover por meio desse corpo, sem que a pessoa possa evitá-lo. O espírito do mal não reside na alma, permanecendo esta livre e incapaz de ser possuída. Apenas o corpo é suscetível de possessão.

[2] Surto ou surto maligno – manifestação de espírito maligno em uma pessoa. Expressão usada por Maria Gabriela de O. Alves em seu livro “Combatendo o bom combate” Ed. Palavra e Prece.

Artigo reproduzido com pequenas alterações de formatação.
Créditos ao autor do artigo original: Rodrigo.

Fonte:



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