sábado, 18 de fevereiro de 2012

Minha Nova Casa: O Seminário São Jorge dos Ilhéus


“A quem visita o Sul baiano não passa despercebido o surto de progresso: em toda a parte: igrejas em construção, a começar pela igreja mãe, a Catedral, escolas, abrigos, maternidades, hospitais... Pois bem: estas igrejas ficarão desertas, ao pé de seus pórticos crescerão as ervas e sobre seus muros as arvores, os doentes e velhos entrarão na eternidade sem o conforto dos sacramentos, com grave risco de sua salvação, as crianças abandonadas e os órfãos continuarão sem sua miséria moral e física, a sociedade, já tal mal ferida, chegará ao fundo desse plano inclinado de suas paixões não dominadas, se não envidarmos todas as forças para formarmos num futuro próximo, um numeroso, bom e eficiente clero diocesano, a mola mestra de todo o são movimento, quer social ou religioso”. [1]
 
São essas as palavras de Dom Benedito Zorzi, bispo de Ilhéus, na sua mensagem diocesanos por ocasião do 1o. Congresso Diocesano de Ilhéus sobre as Vocações, realizado nos dias 12 a 16 de outubro de 1949. A primeira resolução do congresso foi a construção do Seminário Diocesano. No dia 15 de outubro de 1949, às 9 horas da manhã  foi dada a bênção da pedra fundamental do Seminário. A solenidade foi presidida pelo Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, Dom Augusto Álvaro da Silva e assistida por Dom Benedito Zorzi, bispo de Ilhéus,  Dom Florêncio Sizínio, bispo de Amargosa, Dom Anselmo Pietrulla, bispo de Campina Grande, PB, o clero local e grande número de fiéis.

O local escolhido era denominado Fazenda Jaguaribe, de propriedade da Diocese de Ilhéus, “à margem direita do rio Fundão, no distrito de Banco da Vitória, município de Ilhéus, no quilometro 6 do palácio episcopal, na estrada  de Ilhéus a Itabuna”.[2]

O Instituto de Teologia de Ilhéus – ITI, foi resultado de uma inspiração de Dom Valfredo Tepe que percebeu a necessidade de formar os presbíteros baianos na Bahia. Foi um longo processo de discernimento que se completou em 01 de fevereiro de 1978 quando iniciou oficialmente o curso de teologia para os seminaristas da diocese de Ilhéus e de outras dioceses.

O ITI é uma escola de nível superior para formação de presbíteros e agentes de pastoral. Visa levar seus alunos “a possuir uma visão das verdades reveladas por Deus em Jesus Cristo e da experiência de fé da Igreja que seja completa e unitária” (Pastores Dabo Vobis, de João Paulo II, 1992, p. 54), e a adquirir um espírito missionário, em diálogo com o mundo.

Os cursos do ITI estão abertos para os seminaristas e agentes de pastoral das várias dioceses que integram o Sub-regional 4 do Regional NE 3 da CNBB, de outras dioceses e Congregações.

O ITI é uma fundação da Diocese de Ilhéus e depende do Bispo diocesano. Este é representado no instituto através de um Diretor, que é por ele escolhido e nomeado, depois de ouvido o parecer do Conselho de Presbíteros e do Conselho de Formadores do ITI.

O ITI oferece os Cursos de Teologia e de Filosofia que são regidos pela “Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, pelo Código de Direito Canônico, pela “Pastore Dabo Vobis”e pelas Diretrizes básicas da Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil.

O curso de Filosofia é de 3 (três) anos e tem o currículo de tal forma que facilite sua convalidação nos termos da legislação civil.

O curso de Teologia é  de 4 (quatro) anos, com um currículo mínimo de 2.400 horas/aulas, e dá condições ao aluno de obter o certificado de Bacharel em Teologia.

[1] I Congresso Diocesano de Ilhéus sobre Vocações, Ilhéus, 1950, p. 9.

[2] idem, p. 123.

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